sexta-feira, dezembro 28, 2007

[Música, séries] - Breve História do Jazz - [12] - Hot Five




No começo de 1924 King Oliver desfez sua banda e tratou de se adaptar aos novos tempos que anunciavam; a era do solista e das big-bands chegava. Contratou 3 novos saxofonistas e pensou em arranjos mais sofisticados do que exigia o estilo Nova Orleans; a crítica foi dura e Oliver desfez o grupo.
Louis Armstrong foi a Nova Iorque onde tocou com diversas bandas e capitalizou a admiração de muitos de seus companheiros. Retornou a Chicago em 1925 onde realizou sua primeira gravação como líder de grupo com uma banda que nunca se juntaria para apresentar ao vivo o material que foi gravado. Os críticos americanos estão de acordo em afirmar que essas gravações – “Hot Five”- não tem comparações quanto “a importância Histórica” e a “grandeza visionária” em toda a História do Jazz (há alguma controvérsia pois uma minoria aponta as gravações de Duke Elington dos anos 40 e a sessão de Charlie Parker para “Savoy” e “Dial” na mesma década).
Armstrong enfim fez o registro de uma música mais enfocada no solista do que no grupo: sua corneta estava à frente de todos os instrumentos da banda. A forma com que o músico improvisava revelando um inesgotável senso rítmico e desenvolvimento linhas melódicas muito além do estilo Diexland era revolucionário. O solo de jazz sempre existiu e os músicos de Nova Orleans sabiam fazê-lo porém a questão era “como” fazê-lo para que justificasse ser o elemento central de uma música. Os primeiros músicos de jazz careciam dos recursos técnicos ,rítmicos e da imaginação de Louis Amstrong. Ele fez do solo e do solista, o grande momento de um tema de jazz e o fez simplesmente porque era o melhor. A formação do grupo de Louis não se diferenciava muito das bandas de Nova Orleáns; corneta, clarinete, trombone, banjo e piano; o que mudava era a postura – do solista – em frente ao grupo. No próximo capítulo, mais Armstrong.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

[mundo] As listas top 10

Fim de ano chegando, todo mundo começa com essa história de listas de melhores e piores. A revista Times apelou e lançou logo uma página de "50 Top 10 lists". Obviamente, não tive paciência para ver tudo, mas esse top 10 viral video é ótimo. Tá em inglês e não tem legenda, desculpem se fica muito restrito.
AQUI

terça-feira, dezembro 25, 2007

[foto] O Natal por Xavi / Las Navidades por Xavi

Pois se Papai Noel não chegou à tua casa e de outros meninos por aí, descobrimos o culpado.
Grandes fotos do amigo Xavi Gil.
Manda forte garoto!

Pues si Papa Noel no fue a tu casa y a la de otros niños por ahi, ya heos descubierto el culpable.
Grandes fotos del amigo Xavi Gil.
¡Sigue dandole fuerto, tio!

(clique encima para ampliar)

domingo, dezembro 23, 2007

[Download / Música] Nação Zumbi

Aproveitando que o Silva postou, esses dias, falando sobre o trampo dele no clipe do Nação Zumbi (mandou muito bem!), e pegando o barco que meu amigo Gaspar Quiprocóvski, tinha me pedido que colocasse um disco do nação aqui. Então aí vai, estes sao os dois últimos discos deles, pega a rocha

Nação Zumbi – Fome de Tudo


1 - Bossa Nostra
2 - Infeste
3 - Carnaval
4 - Inferno (part. esp.: Céu)
5 - Nascedouro
6 - Onde Tenho Que Ir
7 - Assustado (part. esp.: Money Mark)
8 - Fome de Tudo
9 - Toda Surdez Será Castigada (part. esp.: Junio Barreto)
10 - A Culpa
11 - Originais do Sonho
12 - No Olimpo

Baixe AQUI


Nação Zumbi – Futura


1 - Hoje amanhã e depois
2. Na hora de ir
3. Memorando
4. A ilha
5. Respirando
6. Voyager
7. Expresso da elétrica avenida
8. Nebulosa
9. Sem preço
10. Vai buscar
11. Pode acreditar
12. Futura

Baixe ALÍ

quinta-feira, dezembro 20, 2007

The way things go



o link tava errado... esse é que é o engenhoso mesmo... hehe
é dos mesmo caras...

vi na exposição "cinéticos" no instituto Tomie Otake

Funk do Ricardão (MC Suave)

E aí? Vamos gravar?



Rachada se prepara

Que o bonde vai formá

Ricardão vem lá chegando

Pra cidade arrepiar


Ele não tem dó de nada

Nem de vó nem de ninguém

Porque ele dá palmada

Até em bunda de neném


É o dono da cocada

Não tem menor pudor

Vai chegando de mansinho

E espalha o terror


Todas mulheres gritam

Ao ver ele passar

Diz que tem a maior p...

Agüenta oito sem parar!


Não fica aí me olhando

Com essa cara de otário

Eu só tô te avisando

Que é pra tu ficar ligado


Se a mina anda solta

Dá mole no bailão

Tu fica preocupado

Pode ser o Ricardão

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Bossa Nostra - Nação Zumbi



Clipe novo da Nação...
trampei nesse aí... fiz as máscaras que os caras usam no clipe...

a quem interessar:

www.flickr.com/photos/osilva

lá tem fotos desde a criação das máscaras até bastidores do clipe...

Batalha - Guerra do vinil



projeto bacana de stop motion aqui de sampa...
passou no cartoon network...

postei o episódio 4... são 4 ao todo
quem se interessar:

http://youtube.com/results?search_query=guerra+do+vinil&search=Search

rola de ver bastidores e os outros episódios

The Tyger



trampo muito foda!!! Vale a pena conferir...

sábado, dezembro 15, 2007

[música] Saul Williams

Dica da minha querida hermana. Pesquisei e descobri: diz-se que ele será o novo hit aqui pela zooropa...

terça-feira, dezembro 11, 2007

[ Música / séries ] Breve História do Jazz (11) - Nasce uma estrela -Parte 2




Relembrando o capítulo anterior, Louis Armstrong deixou sua Nova Orleans natal para tocar com o grupo de King Oliver, em Chicago. A banda de Oliver era o melhor que havia no tradicional estilo Diexland e para Louis não deixou de ser um aprendizado. Depois de um tempo, o jovem cornetista sentiu a necessidade de expandir seus domínios como músico já que Oliver concebia o jazz como um estilo coletivo, sem espaço para vôos solos de seus componentes e Louis se sentia cada vez mais polido. Armstrong tinha uma capacidade técnica e rítmica muito além de seus companheiros e uma imaginação melódica que não cabia na estrutura das bandas desse estilo. Louis decidiu seguir seu próprio caminho e inventou a era do solista em que a banda “parava” para que um de seus músicos improvisasse e desenvolvesse sua técnica. E isso mudou tudo.
Com a palavra o crítico Ted Gioia :“Ele, mais que ninguém, sinalizou o caminho de uma concepção mais complexa e sofisticada do solo de jazz,o qual mudaria esta música para sempre.”
O caso é que se você – amigo do blog tucasamicasa – for a um show de jazz hoje, no dia 11 de dezembro de 2007, e ver um músico solando enquanto os demais se encarregam da base harmônica, isso começou com Louis Armstrong.
Em 1922 Louis deixa a banda de King Oliver repetindo o velho binômio criador/criatura: Armstrong deveu tudo ao estilo de Nova Orleans e as improvisações coletivas ao ritmo swing de seus antecessores porém agora era o momento de matá-lo, ou superá-lo? O enfoque individualista do instrumento que o jovem cornetista preconizava batia de frente com o estilo Diexland em que ele foi criado. Tanto a exuberância da sua linha melódica como sua potência sonora reclamavam a atenção do ouvinte: era o fim do coletivo e o ínicio da era do solista. O triunfo do espírito mais individualista do músico mudaria a direção do jazz e decretaria o fim do estilo de Nova Orleans. No próximo capítulo, mais Armstrong e os comentários sobre as duas obras-primas do jazz do século XX: os “Hot five” e os “Hot seven”.

[cine/ TV/ notícias] A greve dos roteiristas

Este assunto sempre foi algo que me intrigou: a importância dos roteiristas. Não discuto que uma boa direção é essencial para a qualidade de um filme (ou qualquer outra produção audiovisual), mas, de que serve uma boa direção sem uma boa história?

A essas alturas, acho que todo mundo já sabe que os roteiristas de Hollywood finalmente "explodiram" e resolveram entrar em greve pela valorização de seu trabalho. O interessante é que agora, as grandes personalidades de lá resolveram gastar seus milhões em uma criativa campanha de apoio à classe. São mais de 20 videozinhos que retratam o que seria de Hollywood sem seus escritores. Aí abaixo, o nº 20, com Woody Allen:

segunda-feira, dezembro 10, 2007

[Cine, série] 25 anos sem Fassbinder - "Um ano com treze luas"



“Se diz que no ano da lua , que acontece a cada 7 anos, as pessoas mais sensíveis sofrem fortes depressões. Se o ano da lua coincide com um ano de treze luas novas, essas pessoas podem sofrer grandes catástrofes pessoais”.
Assim começa “Um ano com treze luas”, a mais pessoal película de Fassbinder e diretamente influenciada pelo suicídio de seu amante, um pouco antes da produção do filme.
A estória gira em torno de “Erwin”, um homem de classe média com uma vida normal que divide seu tempo entre o trabalho e a família. Casado e com filhos, o personagem experimenta um mudança radical de comportamento quando se apaixona por um ator decadente. Em uma viagem a Casablanca, Erwin muda de sexo. Pouco depois é abandonado pelo amante e a dor da ruptura amorosa mergulha o personagem em uma longa tentativa de reconstituir seu passado até culminar na única solução possível para o presente; o suicídio. Fassbinder deixa claro que Erwin não mudou de sexo porque se sentia “mulher”; o fez somente por amor ao seu homem. O filme é uma explícita crítica as relações de poder refletidas nas relações pessoais do indivíduo na sociedade; a mesma sociedade que através dos convencionalismos exclui aqueles que optam por seguir caminhos pouco usuais.
Entre várias cenas memoráveis, destaco a de um personagem que narra um sonho freqüente; um cemitério com lápides que anunciavam vidas que não duravam mais de três anos; ao encontrar com um velho que vagava pelo local ,ele lhe pergunta porque todas as aquelas pessoas morreram tão cedo: o ancião responde que nas lápides não constam os anos de vida daquelas pessoas mas sim os anos em que cada de uma delas obteve uma relação de amizade verdadeira.
Cada cena é carregada de intensa dramaturgia com uma grande dose de teatralidade que Fassbinder acumulou nos seus primeiros anos de diretor do grupo “Anti-Teatro” de Munique. “Um ano com treze luas” é uma obra maior, afeita às sensibilidades que buscam, na linguagem cinematográfica, algo mais que um simples filme.
No próximo Capítulo, “A ansiedade de Verônica Voss”.

sábado, dezembro 08, 2007

[comic/ animação] When I am King


É de um ilustrador Suíço, Damian 5. Bem psico o moço...
http://www.demian5.com/index1-e.php

quinta-feira, dezembro 06, 2007

[esportes] A Segundona

Ohohohohoh!!! Carioca zoando corinthiano só podia dar nisso...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

[frase] Cúma?!

O futuro do passado que ainda nao chegou

sexta-feira, novembro 30, 2007

[evento] Visual Brasil

Hola Peña!

Ayer, fue la muestra de Vjs del Festival Visual Brasil. El post ha venido un poco retrasado. :(

Pero, este sábado (30/11) habrá la fiesta/Vídeo Instalación del Festival Visual Brasil en Barcelona.

Algunos de los colaboradores del TuCasaMiCasa están en el proyecto.

Espero a todos por ahí!


Esta semana acontecerá la tercera edición del Festival Visual Brasil

29/11 (Jueves)

El arte audio visual de Brasil recogiendo el mondo.

Muestra de trabajos de más de 10 Vjs Brasileños (Duva, Ortega, Varga, Eletro-I-Man, Xorume, Scan o Colectivo La Borg, entre otros)

21:00h

NIU BCN Almogàvers, 208

Metro Llacuna Línea 4 (http://www.niubcn.com/)

Entrada Libre

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01/12 (Sábado)

Fiesta video instalación con Djs y Vjs Brasileños

(Vj Eletro-I-Man, Vj Xorume, Vj Alex Fischer, Dj Zócrulos, Dj 9h, Dj Bera)

21:30h

PUNT MULTIMEDIA. Muntadas 5. Casa del Mig. Parc de L'Espanya Industrial.

Metro Sants Estació (Línea 3 y 5)

Entrada Libre

segunda-feira, novembro 26, 2007

Se segura mona, que a gente tá na pixxxta!

Inaugurando minhas patinhas no micasatucasa, apresento a vocês o maravilhoso mundo de expressões gays!
E viva o britnismo na terra da Gaudí, que era bem chegado num detalhe!

Alucineide= ficar muito louco(a), tomat todas
Aonde, Kátia!= me engana que eu gosto
Aqüé= dinheiro. Ex.: a entrada do show foi dez aqüés.
Aqüendar, qüendar= perceber algo, ficar com alguém, transar
Basfond, bafon ou bafo= acontecimento significativo, lugar ótemo, fofoca exclusiva... algo de modo geral bom e divertido
Betty Faria= comentário sobre alguém atraente. Ex.: Betty Faria o Gael Garcia Bernal
Bi, Bill= bicha
Britney= bicha
Bofe= homem (espécime de que mulheres e bichas gostam, sem ser necessariamente gay)
Bunitah!= grito de guerra
Caído(a)=pessoa ou lugar sem graça
Caído, bonde dos= saia de perto agora!
Dar uma pinta= ir a algum lugar, causar impressão
Deborah Kerr= ver Betty Faria
Desaqüendar= desencanar, desestressar, cantar pra subir
É uó!= ultrajante, terrível
É uóxxx!= pior ainda
Edí= fiofó
Esga= vesga
Estar na pista= causar frisson, impressionar os demais
Falar com mamãe= fumar um 2
Falar com papai, Charlie= cair no bright
Fazer a louca= fazer-se de desentendido(a)
Fazer a Sandy= ficar boazinha para conseguir algo
Fazer a Wanessa= ser malvada com alguém
Fino(a), phino(a)= elegante, bom, franco
Franco(a)= pessoa com atitude, interessante
Japoneusa, Neusa= estar com os olhos pequenos de tanto fumar ou beber
Jogar a franja= tomar o controle da situação, não deixar a peteca cair
Kiridinho(a)= maneira sarcástica de tratar uma pessoa
Lésbia= lésbica de modos femininos
Máximo (pronuncia-se máksimo)= fantástico (levemente sarcástico)
Maraviscândalo= melhor que maravilhoso, um escândalo
Minilésbica= “lésbicas” com menos de 18 anos
Mona= mulher
Neca= pinto
Neca odara= cara bem servido
Neca matí= pinto pequeno
Picumã= cabelo
Quebrar tudo= arrupiar
Racha, rachada= mulher
Sapa= lésbica
Tá boa!= expressa desacordo ou surpresa
Trava= travesti

*Sim, muitas palavras vêm do iorubá!

[mundo] Cabral, Jobim, Rocinha

É um pouco antiga (de outubro), mas gostei muito desse artigo do Marcelo Coelho, meu colunista preferido da Folha (depois do Macaco Simão, é claro!):

No começo, achei que a Folha tinha sido um bocado injusta com o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), destacando uma frase especialmente ruim de um discurso em que muita coisa importante e verdadeira foi dita.

Dizer que a favela da Rocinha é uma “fábrica de criminosos”, sem dúvida vai custar caro ao governador, e tem implicações ideológicas e políticas bem mais sérias do que o célebre “relaxa e goza” de Marta Suplicy, que tantas críticas lhe valeu.

A frase, afinal, foi destacada impiedosamente de um contexto em que Sérgio Cabral defendia o direito ao aborto, tese que é preciso ter coragem para colocar em pauta. Talvez, pensei ao ler a matéria, valesse a pena destacar o que havia de mais substantivo no que ele falou, em vez de fazer um grande barulho na manchete com um lapso político que, certamente, Cabral não haveria de subscrever em sã consciência.

Mas depois, pensando melhor, acho que a primeira página da Folha estava certa em destacar a pérola de preconceito enunciada por Sérgio Cabral. Ele deblaterava contra a taxa de fecundidade na Rocinha, comparando-a à situação de países africanos como Gabão e Zâmbia. A própria reportagem revelou a dose cavalar de ignorância dessa comparação. Nesses países a taxa está entre 5 e 6 filhos por mulher, enquanto nas favelas do Rio é de 2,6. Alta, mas só é alarmantemente “africana” para quem não gosta de ver negros pobres nascendo por perto, e já prevê que serão criminosos.

No fundo, Cabral expressa uma mentalidade generalizada, a de que a pobreza só vai acabar quando a sociedade der cabo dos pobres que ainda resistem. E, se bandido bom é bandido morto, melhor o bandido que nem nasceu.

Esta a grande novidade política, aliás, do discurso do governador. Pela primeira vez, a bandeira do aborto é encampada por um pensamento de direita. Deixam-se de lado os argumentos clássicos em favor do direito das mulheres a engravidar, em favor de condições mínimas de saúde e segurança numa prática hoje entregue a clínicas clandestinas ou a improvisos selvagens de mulheres desesperadas. Isso tudo, hoje em dia, passa por ser esquerdismo fora de moda, como criticar chacinas policiais e tortura institucionalizada. Mas o argumento de que o aborto vai diminuir as taxas de criminalidade –coisa que a polícia do Rio não tem conseguido fazer, pelas razões que se conhecem—é incomparavelmente mais atraente no país do capitão Nascimento.

Está em curso, aliás, um verdadeiro campeonato para ver quem é mais durão, quem é mais macho nessa questão de combate ao crime organizado. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de agarrar sucuris a unha e vestir farda camuflada, saiu-se com uma declaração e tanto, depois da última leva de execuções policiais no Rio. “As ações que o governador está implementando são corretas. Não há mais que se falar naquela postura meditativa e acadêmica do tratamento do crime organizado. Tem que ir para o confronto. E o governador está correto. A leniência e o afastamento do enfrentamento do problema levou à situação em que o Rio se encontra.”

Acho, claro, que toda dureza é pouca no combate ao crime organizado. Mas não sei a que tipo de “leniência” e “postura meditativa” está se referindo o ministro da Defesa. Em 2003, a polícia do Rio matou 1195 pessoas, das quais 65% tinham sinais de execução. Em 2004, o número baixou para 984. Em 2005, subiu para 1087, e só no primeiro semestre de 2006 houve 1063 mortes.

O curioso é que muita gente acha que isso é necessário, e ao mesmo tempo se escandaliza com a intervenção de George Bush no Iraque. Minha sugestão é nomear Nelson Jobim secretário de Defesa nos Estados Unidos, onde pelo menos as armas do exército são melhores que a dos inimigos.

sábado, novembro 24, 2007

[frase] Juntemo-nos!

VOCÊ+EU somos um coisa muito MELHOR!

quinta-feira, novembro 22, 2007

[cine/ animação] Seu Amigo, o Rato

A versão dublada em português de "Seu Amigo, o Rato", extra do DVD de "Ratatouille". Um curtinha de dez minutos, onde os camundongos Remy e Emile nos explicam porque os ratos são cool. Ou seja, dois ratinhos dando a pala. O melhor é a musiquinha do final, uma ode à igualdade entre raças... Ou seria uma ameaça ao melhor estilo Pink & Cérebro?

segunda-feira, novembro 19, 2007

[áudio] Virtual Barbershop

Essa é boa.

Tão boa que levou o rafa a me convidar para contribuir em esse famoso blog, ao lado de personalidades tão ilustres. Uma honra.

O quem vem a seguir é o link para uma gravacão feita com um microfone especial. Um microfone em forma de cabeça!

Realmente muito interessante o formato do microfone. Mas muito mais interessante é o resultado.

Esse aparato consegue captar a tridimensionalidade do som, ou seja, apenas ouvindo conseguimos perceber o movimento do locutor. Percebemos quando ele se desloca pra direita, pra esquerda, pra cima, pra baixo, pra perto e pra lonje.

Isso se da gracas as dois (ou mais) microfones colocados em uma determinada angulacao em relacao ao(s) outro(s) microfones.

A forma de cabeça simula a reverberacao que o som faria na nossa cabeça.

Quando for ouvir o link, use fones de ouvido e feche os olhos enquanto ouve. Sem os fones nao se percebe a tridimensionalidade e os olhos fechados realçam o efeito.

A peça é um barbeiro que conversa com vc e corta o seu cabelo. Ele vai passeando pela sala e fala com o ouvinte de perto e de longe. A tesoura passeia em volta da sua cabeça como se realmente estivesse ali. Muito divertido.

Melhor não fazer movimentos bruscos. Perigoso perder a orelha....dizem que o barbeiro é meio míope.

enjoy.

quinta-feira, novembro 15, 2007

[Subversao / ecologia] Presos por uma boa causa

Outro dia, trocando idéia com nosso amigo Chico mineiro john lennon, ele me contou uma estória de um camarada seu amigo, que tinha sido preso, quando fazia uma intervenção urbana de cunho ecológico em Amsterdã.

Os caras escreveram um frase interessante em um dessas pontes que se abrem no meio da cidade de Amsterdã, aonde dizia: “Se a água chegar a esse nível, nós nao precisariamos de ponte, siga adiante, talvez conseguiremos atingir isto.”

Como sempre, chegaram os cops, e deram o flagrante no ato. Ainda bem que estavam escrevendo a última letra e conseguiram terminar o trampo.

O projeto foi idealizado por Ogul Oz, de origem Turca, em parceria com o brasileiro Ricardo Portilho, ambos radicados em Amsterdã.




[vídeo] Sobre Deus

Uma interessante teoria de George Carling, humorista estadounidense, sobre a religião. Sem ofensas, católicos, mas - convenhamos - ele não diz nenhuma mentira...
É um pouco longo, recomendo assistir só até a parte em que ele começa a falar sobre a adoração ao sol.

segunda-feira, novembro 12, 2007

[cine] Sing For Darfur

Acabou na semana passada a rodagem do filme Sing for Darfur, "um projeto sem ânimo de lucro, impulsado por seres humanos que trabalham com audiovisual e que gostariam de criar algo diferente, com um significado, para chamar a atenção a nós mesmos e a Darfur (região conflituosa no Sudão)", segundo as palavras do diretor holandês johan Krammer em seu site.

Johan ainda conta que "cansados de esperar por patrocínios e subvenções, decidiram custear o projeto por conta própria, pedindo favores a muita gente". Seguindo minha eterna luta para fazer algo de útil pelo mundo, me apresentei voluntária para participar como figurinista e meus queridos Mig 9h e Eli Che fizeram o mesmo, cada um trabalhando na área que podia (departamento de câmera e de atores).

Não vi ainda os resultados, não sei como vai ficar o filme, mas realmente me alegro de poder participar de algo assim. A gente sempre fica naquela de "quero ajudar, mas não sei como" e, de repente, surge uma oportunidade como essa. A idéia é colocar a película em festivais do mundo inteiro e, se meu mês de ralação extrema e gratuita servir para despertar o mínimo de conscientização sobre o assunto, acho que já valeu.

A previsão de estréia é pra março do ano que vem. Manterei vocês informados. Por enquanto, quem quiser saber mais, é só entrar aqui: www.singfordarfur.org

sexta-feira, novembro 09, 2007

[Cine, série] Série 25 anos sem Fassbinder - "Lola"



Um Plano detalhe no belo rosto de uma mulher que se olha no espelho; uma voz masculina lhe diz; “Quem não tem um lar, nunca terá. Quem hoje está só, assim seguirá.” Ela pergunta: “Por que você só lê poemas tristes? Ele responde; “ Os poemas são sempre tristes”. A mulher se chama Lola e seu interlocutor, um músico de cabaré.
Um ano antes de morrer, Fassbinder produziu, dirigiu e escreveu “Lola”; uma estória de corrupção, amor e pós-guerra. Fascinado por personagens reais de gente real, o diretor gostava de retratar a época do “ Milagre econômico” alemão, ocorrida após a Segunda Guerra mundial.
No final dos anos 50 a Alemanha está em plena reconstrução: o funcionário estatal Von Bohn é técnico em obras públicas e é transferido para Coburg – uma pequena população em vias de modernização – com a missão de estabelecer a política de planejamento urbanística da cidade. Interpretado por Armin Mueller ,o personagem encarna a seriedade e a eficiência exigida pelos novos tempos que se anunciam. O drama se apresenta quando o respeitável burocrata se apaixona por Lola , célebre cantora e prostituta da região que é amante de Schuberck, principal especulador imobiliário local e dono do cabaré.
Lola - interpretada por Bárbara Sukowa- leva uma vida dupla: depende economicamente do amante e da prostituição mas sente a necessidade de ser amada como qualquer outra mulher. Fassbinder narra com maestria esse conflito pessoal pois apesar de sofrer por não se enquadrar no perfil da mulher que um homem "respeitável" exigiria, Lola sente que a boemia do cabaré é seu habitat natural .A elite da cidade está em alerta pois um importante projeto imobiliário está nas mãos de Von Bohn; tudo parecia seguir conforme os interesses de Schuberck até que o funcionário resolve visitar o bordel da cidade onde Lola se apresenta...e é nesse momento em que Fassbinder imortaliza a atriz Bárbara Sukowa: ao cantar o tema “Os pescadores de Capri” e ver a presença de seu amado na platéia, Lola entoa um canto rasgado, desesperado e bêbado; um épico das cenas de cabaré. Produzido em 1981, o filme levou diversos prêmios para os protagonistas em Festivais da Alemanha. No próximo capítulo, “ Um ano com treze luas”.


Baixe 3 opções de Torrentz e a legenda em português de Lola AQUI

quinta-feira, novembro 08, 2007

[Música, séries] Breve História do Jazz (10) - Nasce uma estrela



Louis Amstrong talvez seja o mais influente músico de jazz de todos os tempos. Com a sua chegada termina a era do estilo conhecido como “Diexland” – o das bandas de Nova Orleans – e se inicia a época da afirmação do músico solista. O jazz até então era uma arte coletiva que com o aparecimento de Amstrong, adquire “personalidades próprias”.
Seu estilo de cantar é a matriz vocal onde Billie Holiday, Frank Sinatra e uma centena de intérpretes tiveram influência; seu jeito de tocar – improvisado valorizando além do caráter melódico do instrumento, seu aspecto rítmico – revolucionou o entorno musical dos anos 20. É muito comum que as novas gerações de admiradores do jazz confundam sua imagem pública – era assumidamente mediático – e desvalorizem suas verdadeiras contribuições ao jazz.
Louis nasceu em Storyville – o “ bairro da luz vermelha” de Nova Orleans – e foi abandonado pelo pai logo quando nasceu. Sua mãe exercia a prostituição e deixou o pequeno aos cuidados da avó. Aos 7 anos o menino já trabalhava vendendo carvão para as prostitutas do bairro. Depois de alguns indícios de comportamento delitivo, Louis foi mandado a um reformatório e segundo ele mesmo em sua biografia, “foi a melhor coisa que me poderia passar”. Aprendeu muito com a disciplina militar e teve a possibilidade de aprender a tocar corneta e fazer parte da banda do Instituto. O entorno da “escola” foi tão favorável a Louis que ele não quis abandonar o lugar mesmo quando seu pai ganhou o direito de custódia. Depois da adolescência Amstrong começou a tocar com grupos locais e com a emigração dos melhores nomes de Nova Orleans para Chicago, a cidade abriu um novo mercado para jovens músicos que queriam sua primeira oportunidade.
Sua reputação como cornetista foi abrindo passo além das fronteiras de Storyville e depois de se apresentar em todo o circuito da cidade , Nova Orleans foi ficando pequena para o talento de Amastrong. A primeira chance de dar um salto foi com o convite de King Oliver para ser a segunda corneta da mítica Creole`s jazz band.( ver capítulo anterior). Como dizia o crítico e historiador Ted Gioia, “(....) a diferença do jazz posterior ( que Louis seria o inventor), com sua democrática fé nos solos individuais, os pioneiros de Nova Orleans criaram uma música em que o primordial era o grupo: dentro da banda, cada instrumento devia desempenhar um rol específico e não afirmar sua independência. O momento mais característico dessa música é quando os instrumentos principais – a corneta, o clarinete e o trombone – entravam em um espontâneo contraponto.” O trombone aparecia sempre com um registro inferior (como se fizesse o papel do baixo), o clarinete apresentava figuras mais complexas e a corneta se movendo no registro intermédio, tocando melodias menos elaboradas que o clarinete. Seguindo as pistas do crítico Ted Gioia e vendo com os olhos críticos que o tempo nos permite, esse jazz possuía um vocabulário melódico primitivo; King Oliver – o “padrinho” artístico de Amstrong – se limitava a combinar sua corneta com o resto do grupo, sem a aventurar em solos improvisados. Percebemos hoje, que a banda de Oliver não seria o lugar ideal para um músico com a imaginação melódica e a técnica de Louis Amstrong.
No próximo capítulo, seguimos com a trajetória desse gênio.

[música / séries / dwnld] Breve História do Jazz (10)


Pra completar o capítulo 10 da série Breve História do Jazz, taí o que realmente importa: o som!

Baixe Louis Armstrong: Hot Five & Hot Seven completím, completím AQUI. E escute com carím!

segunda-feira, novembro 05, 2007

[música / dwnld] Os Cobras - O LP

1 - Quintessência (J.T. Meirelles)
2 - Nanã (Mário Telles - Moacyr Santos)
3 - Depois de amar (Roberto Jorge - Orlann Divo)
4 - Adriana (Lula Freire - Roberto Menescal)
5 - Praia (Roberto Jorge - Orlann Divo)
6 - Uganda (Roberto Jorge - Orlann Divo)
7 - The blues walk (Clifford Brown)
8 - 40 graus (Cipó)
9 - Chão (Amaury Tristão - Roberto Jorge)
10 - Menina demais (Roberto Jorge - Orlann Divo)
11 - Mar, amar (Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli)
12 - Moça da praia (Lula Freire - Roberto Menescal)

Essa galera só gravou junto esse disco, em 1963. E saca se não eram os cobras mesmo, fí: Milton Banana, Tenório Jr, Raulzinho, Zezinho e Hamilton Cruz (com participação de Paulo Moura e J.T. Meireles). Clássico do samba-jazz! Imprescindível!

Hugo Oliveira - extraído do site Zero

Baixe Os Cobras AQUI

domingo, novembro 04, 2007

[cine] God is a DJ !

Curta muito maneiro, boa sacada.

quarta-feira, outubro 31, 2007

[cine/animação] Vincent

A primeira animação de Tim Burton, ainda na Disney, de 1982. Narrada por Vincent Price, ídolo do diretor. Legendado em português.


Do Omedi

sábado, outubro 27, 2007

[música / dwnld] Man Parrish - Man Parrish

Man Parrish - Man Parrish
1. Hip Hop Bee Bop (Don't Stop)
2. In The Beginning
3. Man Made
4. Together Again
5. Hip Hop Bee Bop (Don't Stop)
6. Six Simple Synthesizers
7. Techno Trax
8. Street Clap
9. Heatstroke
10. Hey There Home Boys
11. Hey There Home Boys (Dub)
12. Boogie Down (Bronx)
13. Boogie Down (Dub)
14. Heatstroke (Club)
15. Hip Hop Bee Bop (Don't Stop) (Remix)



Enquanto o professor Menezes está ocupado e não pode publicar a décima edição da História do Jazz e ainda não encontramos ninguém para fazer as sonhadas série da História da Música Brasileira e da Cubana, vou colocando algumas coisinhas aqui na Nossa Casa.

Desta vez, um clássico dos primórdios do hip hop e do eletrônico. Electric funk/ Breakdance gay e branco de New York. Pra tremer as bases de qualquer rappero metido a “pimp”. O álbum Man Parrish (também conhecido como Hip Hop Don´t Stop) é uma coletânea de singles e EPs dos anos 80.

Início do deslumbramento tecnológico. Robôs e (seis simples) sintetizadores. Música basicamente rítmica com melodias de pim-pom-bom's eletrônicos. Ainda bastante próximo ao que fazia o Krafwerk, mas mais funkeado. Na medida pra comandar na balada.

Pra dar uma sacada no som, deixo "Boogie Down Bronx" em streaming. Recomendo também a versão club de "Heatstroke" e a já quase batida "Hip Hop Don´t Stop". Se não conhece essa última, demorou demais.







Baixe todas as músicas de Man Parrish AQUI

quarta-feira, outubro 24, 2007

[cine / série] Série 25 anos sem Fassbinder



Rainer Werner Fassbinder foi polêmico e contraditório, amado e odiado em proporção equivalentes e nos deixou uma obra cinematográfica espantosa; mais de 40 filmes em 15 anos de carreira. Uma vida intensa que teve seu fim prematuro há 25 anos, em uma desastrada mistura de soníferos e cocaína. Aos amigos do blog convido a acompanhar essa pequena série de comentários sobre quatro filmes do aclamado diretor alemão, em homenagem ao vigésimo quinto aniversário de sua morte.
Nascido na Bavária em 1945, Fassbinder era filho direto da pós-guerra e da reconstrução da Alemanha progressista. Rodou seu primeiro curta aos 21 anos e dois anos depois fundou o grupo Anti-Teatro em Munich. Em 1969 estréia seu primeiro filme “ O amor é mais frio que a morte” e recebe uma indicação para o urso de ouro do Festival de Berlin. Tido como uma nova promessa do cinema alemão, o diretor atinge a inacreditável produção de 4 películas ao ano. Enquanto jovens cineastas de sua geração procuravam subsídios governamentais ou tentavam montar empresas de captação, Fassbinder trabalhava com orçamento modesto e equipamento emprestado. Filmava com planos fixos, fechados e tomadas únicas – sem direito a repetição. A crítica entendeu que isso era um recurso estilístico devido a formação teatral do diretor e ele não desmentiu. Seu segundo filme – o cultuado “Katzelmacher” – abusava dos planos estáticos e a recusa de usar as possibilidades técnicas da câmara era apenas uma forma de não “destruir a dramaturgia”.Muitos anos depois, seu diretor de fotografia confirmou que tudo não passava de escassez de equipamento e falta de estrutura técnica. Sua forma de fazer cinema sempre se caracterizou pelo atrevimento formal e temático, o que implicou em flertar com diversos estilos de narração sem abandonar o realismo.
Fassbinder foi um dos mais ásperos críticos sociais da pós-guerra; seus personagens eram os mesmos que havia visto na infância de uma Alemanha divida entre a liberdade do lado Aliado e a áspera realidade da cortina de ferro.
Em seu primeiro curta, em um personagem interpretado por ele mesmo, dizia que “gostaria de ver um drama com um final feliz”. Repassando sua filmografia, vemos que esse desejo nunca se realizou em sua obra. Ao longo dos anos Fassbinder foi consolidando seu nome no circuito cinematográfico Europeu, onde conseguiu dirigir produções com grandes orçamentos e equipe técnica profissional. O maior exemplo é “Lili Marlene”, filme que comentaremos mais adiante. O ritmo alucinado de sua vida somado a uma dedicação obsessiva ao cinema, levou ao diretor a um fatal ataque do coração com apenas 36 anos. Foi o mais reverenciado diretor alemão da pós-guerra.

terça-feira, outubro 23, 2007

[música] Bobbe J Thompson

Flagra esse "pimp" mini model de rima e swing afiado

quarta-feira, outubro 17, 2007

domingo, outubro 14, 2007

[música, dança, clássico] Moonwalk ate morrer

Um dos maiores, se nao o maior, artista pop de todos os tempos, Michael Jackson influenciou muitos. Billie Jeann um de seus maiores hits, bombou muito nos meus ouvidos, e continua bombando! Do vinil ao mp3 player!!!
Apesar de seu lado "loco", insano, atormentado e por ai vai, deixo aqui uma compilacao do moonwalk (ainda nao aprendi como realiza-lo).... que ao som de Billie Jean, eh sempre bom ouvir.


e aqui, um video que achei, moonwalk pré michael jackson, para deixar claro, que apesar de bom, ele nao inventou!

[música] Quem será que peidar - Lobão

quinta-feira, outubro 11, 2007

[poesia] Corujinhas

Papai sempre foi meio poeta. Nas datas especiais, ele sempre presenteava a gente com umas lindas palavras que valiam muito mais do que os presentes reais, os que vinham em embalagens de luxo. Outro dia, acordei com esse delicado poema que ele me mandou. Me lembrou a nossa infância (minha e de minhas duas irmãs) em Minas, quando nós vivíamos em uma casa com um jardim enorme onde nós plantamos pinheiros.

"Tivemos corujinhas no jardim
Que nos olhavam curiosas ao chegarmos
Que se postavam eretas e sérias ao sairmos.

Tivemos corujinhas no jardim
Que se postavam ansiosas à volta da toca
Prenunciando a hora de chegarmos
E que, imóveis, pensativas,
Como que preocupadas com a demora
Mantinham sentinela mesmo quando tardávamos.

Tivemos corujinhas no jardim
Que nos acompanhavam com olhar demorado,
Sinalizando uma angústia que não entendíamos
Todas as vezes que deixávamos a casa.

Tivemos corujinhas no jardim
Que aproximavam arredias, a passos lentos
E em volteios,
Só lentamente deixando-se envolver
E ainda assim furtivas e fugidias
Como a temer o aconchego da entrega.

Tivemos corujinhas no jardim
Que com o tempo absorveram nossa presença
E fizeram do conviver diário
Uma rotina esperada e repetitiva
De doce equilíbrio e leveza.

Tivemos corujinhas no jardim
Que mansa e ternamente cresceram
E criaram sonhos e caminhos seus
E alcançaram vôos maiores e partiram.

E hoje, observando as tocas
Vazias dos olhares perscrutadores
E da presença diáfana e fugidia
Lembramos com saudade as corujinhas no jardim."

Bsb, Julho/06

segunda-feira, outubro 08, 2007

sexta-feira, outubro 05, 2007

sábado, setembro 29, 2007

[Música / Download] Madlib

Madlib, o que falar desse cara.

Mais conhecido como produtor, começou sua carreira fazendo músicas para seu grupo de rap Lootpack nos anos 90.

Alguns anos depois apresentou seu primeiro trabalho solo com o alter ego intitulado de “Quasimoto”, onde rimava com uma voz de desenho animado encima de bases de hip hop equisitas que ele próprio as produzia. The “Unseen” foi o nome do seu primeiro disco como Quasimoto e o reponsável para que começasse a se tornar conhecido.

Depois disso, Madlib se revelou um grande produtor (não só de hip hop) criando seu projeto de jazz/fusión/hip hop “Yesterday new Quintet”, lançando a mix tape “Blunted the bomb shelter” esta já mais na pegada jamaicana, e por aí vai... Produções de peso com as parcerias de JayDee, Talib kweli, MF Doom e muitos outros.

Posto aqui, um dos momentos interessantes de Madlib. Foi em 2003, quando a gravadora de jazz Blue note records decidiu deixar seus arquivos em suas mãos para que fizesse, com seu poder de alquimista, o álbum “Shades of blue”.

Madlib's Shades Of Blue – Madlib invades Blue Note (o disco)


1 . Introduction
2 . Slim’s Return
3 . Distant Land
4 . Mystic Bounce
5 . Stormy
6 . Blue Note Interlude
7 . Please Set Me At Ease
8 . Funky Blue Note (new composition by Madlib)
9 . Alfred Lion Interlude
10 . Steppin’ Into Tomorrow
11 . Andrew Hill Break
12 . Montara
13 . Song For My Father
14 . Footprints
15 . Peace/ Dolphin Dance
16 . Outro

Baixar AQUI

Untinted Sources For Madlib's Shades Of Blue (a fonte)

1 . Gene Harris & The 3 Sounds - Shades Of Slim
2 . Donald Byrd - Distant Land
3 . Ronnie Foster - Mystic Brew
4 . Reuben Wilson - Stormy
5 . Bobbie Humphrey - Please Set Me At Ease
6 . Donald Byrd - Stepping Into Tomorrow
7 . Andrew Hill - Illusion
8 . Bobby Hutcherson - Montara
9 . Horace Silver - Song For My Father
10 . Wayne Shorter - Footprints
11 . Horace Silver - Peace
12 . Herbie Hancock - Dolphin Dance

Baixar AQUI

terça-feira, setembro 25, 2007

[música / dwnld] Zimbo Trio - Zimbo



Zimbo Trio, Heraldo do Monte e Hector Costita - Zimbo (1976)
1-Fé cega faca amolada (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
2-Tudo bem (Amilton Godoy)
3-Brincando (Luiz Chaves)
4-Vai de Aracajú (Rubens Barsotti)
5-Viola violar (Márcio Borges - Milton Nascimento)
6-Poliedro (Tito)
7-Laurecy, até já (Amilton Godoy - Rubens Barsotti)

O Zimbo Trio foi formado no início de 1964, em São Paulo, por Luiz Chaves (baixo), Rubens Barsotti (bateria) e Amilton Godoy (piano). Desde 1973 o trio dirige o Clam, Centro Livre de Aprendizagem Musical, em São Paulo. O Zimbo Trio tem 35 anos de carreira, mais de 40 discos gravados e permanece até hoje com a mesma formação. Nesse disco, participam também o guitarrista Heraldo do Monte e saxofonista Hector Costita.

Disco enviado pelo queridíssimo Eduardo Souza para a Nossa Casa. Valeu!

Baixe Zimbo AQUI

segunda-feira, setembro 24, 2007

[cine] Redacted

Ouvi rumores de que ainda este ano chegará ao Brasil o que vem sendo considerado o filme mais desconcertante de Brian De Palma. A história é a seguinte:

Em setembro do ano passado, quando estava no Festival de Toronto para apresentar “Dália Negra”, Brian De Palma foi procurado por um representante da produtora HDNet Films com uma proposta: desenvolver um filme de U$ 5 milhões, sobre qualquer tema, desde que realizado em vídeo digital de alta definição.

De Palma respondeu que concordaria, se encontrasse um assunto adequado ao formato. Pouco depois, tomou conhecimento de um incidente da Guerra do Iraque em que soldados americanos de um posto de controle estupraram uma garota de 14 anos, massacraram sua família, atiraram no rosto dela e incendiaram seu corpo.

Procurando respostas sobre como os soldados americanos chegaram a este ponto, o diretor passou meses metido em blogs de soldados, assistindo a seus vídeos amadores e surfando pelo material postado no YouTube. Estava tudo lá, e tudo em vídeo.

O resultado desse trabalho foi exibido pela primeira vez este ano, na competição do Festival de Veneza, provocando alto impacto. “Redacted” é a recriação ficcional desse episódio brutal na forma de um documentário multiforme, reproduzindo os meios de captação e reprodução da imagem digital hoje: diários filmados, documentários amadores, câmeras de vigilância, testemunhos online.

Quem acompanha fielmente a obra de De Palma vai perceber que o filme, na verdade, é praticamente a refilmagem de “Pecados da Guerra”, que De Palma realizou em 1989, sobre um episódio muito semelhante ocorrido na Guerra do Vietnã.

Inconformado com a repetição de erros do passado e com a situação da mídia nos Estados Unidos hoje, De Palma fez um filme profundamente político. “Redacted” significa “editado”, numa referência à forma como a informação sobre a Guerra do Iraque vem sendo veiculada pelos grandes meios de comunicação, “na base da omissão, da mentira e da censura”, nas palavras do diretor.

Aí vai o trailer de Pecados da Guerra, de 1989.

quinta-feira, setembro 20, 2007

[esporte] Chris Haslam

Chris Haslam, esse é o nome do camarada.

Pra quem gosta do carrinho (skate) já deve ter escutado falar desse nome. Ou senão, pode ir anotando o nome do juventude, pois o papo é sério na diversão.


Acredito que chegamos em mais uma das épocas divisoras de águas do skateboard, aonde teria que chegar alguém, que com seu dom impulsionasse, inovasse, elevasse o nível do skate a parâmetros normalmente não vistos.


Desde de meu envolvimento com o carrinho, mais especificamente na modalidade que se destaca Chris Haslam, o street skate, já existiram e/ou ainda existem lendas que contribuíram para a evolução de diversas fases do skate, tais como: Matt Hensley, Mark Gonzales, Rodney Mullen, Daewon Song, sem deixar de mencionar uma das maiores lendas overall de todos os tempos, Tony Hawk.


Estejam prontos para a Era Chris Haslam!


Aprecie e tente fazer isto em casa, nas praças, nas ruas, em qualquer ambiente que a rodinha possa fluir.


Assista a: Chris Haslam - United by Fate (Episode 2)

domingo, setembro 16, 2007

[arte] Viver com Outros Olhos (Narizes, Ouvidos...)

por 6emeia (SP)


por Dalata (BH)

sexta-feira, setembro 14, 2007

[videoclip] Hot Chip - "Over and Over" (Dir.: Nima Nourizadeh)

mais um videoclip divertido.

[notícias] Morre Pedro de Lara

Mais um ícone perdido...
Da Folha Online:

"Pedro de Lara, ex-jurado do apresentador Silvio Santos, morreu nesta quinta-feira (13), aos 82 anos, no Rio, informou o SBT. Ele estava com câncer de próstata e se recusava a fazer tratamento. Lara chegou morto à clínica Climed, no bairro de Irajá (zona norte do Rio), por volta do meio-dia."

Pedro de Lara lá, lá lá lá lá lá lá...

terça-feira, setembro 11, 2007

[foto / mundo] Festival de fotojornalismo Visa Pour L'Image

A sina do fotojornalismo é a luta. Vivenciar realidades de interesse informativo e se lançar neste estilo de vida é uma missão para poucos. Um papel mais que necessário a ser desempenhado neste campo de batalhas - bélicas ou não - que é o nosso triste mundo.

Pela 19ª vez, do dia 1 ao dia 16 deste mês, a cidade de Perpignan (França) fomenta a fotografia da realidade com conferências, mesas redondas, exposições, stands de empresas do setor e prêmios. Assim é como a Asociação Visa pour l'Image-Perpiñán deseja incentivar a reflexão sobre a profissão e seu futuro, as imagens em geral e a nossa atualidade.

No ano passado 2850 profissionais e 271 agências de cinquenta países foram credenciados e 183 mil pessoas passaram pelos eventos do Visa.

O director geral do evento Jean-François Leroy apresenta um editorial bastante interessante sobre a perda de espaço na mídia das imagens documentais em detrimento das de celebridades. O texto pode ser lido em inglês AQUI, em francês ALÍ e em espanhol ACULÁ.


Foto de casamento de Renee Kline e Ty Ziegel, soldado estadounidense. Ty foi seriamente atingido por ataque suicida no Iraque. Vale muito a pena toda a reportagem no site da fotógrafa Nina Berman. Da exposição de premiados no World Press Photo.


Retrospectiva do fotógrafo que aos 17 anos cobriu o golpe militar na Guatemala, mais tarde cobriu a Guerra do Vietnam e foi fotógrafo da Casa Blanca (de Nixon a Clinton) para Time Magazine.


A premiada fotógrafa Carolyn Cole apresenta uma coletânea de fotos nas quais o tema é o sofrimento das crianças pelo mundo.


Apesar da imagem parecer ameaçadora, a realidade é totalmente oposta. Contrariando sua injustificada fama de perigosa, uma foca leopardo se aproxima carinhosamente do fotografo Paul Nicklen depois de tentar insistentemente oferecer-lhe um pingüim para comer. A reportagem fala também das trágicas conseqüências em todo o ecossistema polar das mudanças climáticas.


Retrospectiva do fotógrafo, famoso por alguns retratos emblemáticos de James Dean, Dennis Stock. John Wayne no set do filme “The Alamo”.


Público na frente da exposição de Hady Sy: imagens radiográficas de armas usadas nos assassinatos de John Lenon, Gandhi, Martin Luther King ou em outros fatos e conflitos históricos, como os de Serra Leoa, Chechenia e Bósnia.


Visa Pour L'Image

segunda-feira, setembro 10, 2007

[música / dwnld] The Stone Roses - The Stone Roses


1. "I Wanna be Adored" (4:52)
2. "She Bangs the Drums" (3:42)
3. "Waterfall" (4:37)
4. "Don't Stop" (5:17)
5. "Bye Bye Badman" (4:00)
6. "Elizabeth my Dear" (0:59)
7. "(Song for my) Sugar Spun Sister" (3:25)
8. "Made of Stone" (4:10)
9. "Shoot you Down" (4:10)
10. "This is the One" (4:58)
11. "I am the Resurrection" (8:12)

Um dos mais influentes discos do Pop Rock inglês de todos os tempos. Algumas listas o colocam como o melhor de todos os tempos. À frente de qualquer Beatle ou Rolling Stone!

A banda é de Manchester e existiu entre 1984 e 1996, já no final da geraçao do club Hacienda (do recén falecido Tony Wilson, onde se fizeram Joy Division, Happy Mondays, New Order).

Enquanto a capa deste disco de estréia da banda é do guitarrista, John Squire, o legado deste play ainda faz do vocalista Ian Brown um reizinho por aí.



Baixe the Stone Roses AQUI

domingo, setembro 09, 2007

[foto] Mico de Turista


Foto minha publicada na revista de fotografia on-line Pictura Pixel na série Fotografar é Preciso, Viver Não é Preciso dia 6 de setembro de 2007. O site faz a ponte entre as imagens do Brasil e dos Estados Unidos principalmente, mas está aberto a todos. A iniciativa é dos fotógrafos Cláudio Versiani (ex-editor de fotografia do Correio Braziliense), Gilberto Tadday e Hans Georg.

A micha contribuição foi feita num cantinho da famosa Piazza della Signoria de Florência chamado Loggia della Signoria. Lá está a estátua que as turistas reproduzem corporalmente Hércules luchando con Neso (1599) de Giovanni Da Bologna.

sábado, setembro 08, 2007

[música / pala] Cara de Cavalo

Agora que finalmente o player tá funcionando.

Curte aí um dos expoentes do RAP brasileiro, heheh.

Cara de cavalo - Pisa no diabo





sexta-feira, setembro 07, 2007

[cine] Do The Right Thing, de Spike Lee

Trechinho do filme que mostra a realidade do Brooklin (NY) só um cara que cresceu no bairro pode mostrar. E nego pode falar várias coisas sobre os Estados Unidos. Mas que eles têm uma cultura rica pra caralho eles têm, viu.



Esse clip eu tirei do myspace do Block 79 de Barcelona. Os caras comandam no design. Segue o link:

http://www.myspace.com/blockbcn

quinta-feira, setembro 06, 2007

[pala] E agora, shampoo ou sabonete?


Ontem tava numa onda meio extranha. Psycho! Mas lembrei da minha mãe. Ela sempre dizia: "Amanhã passa, meu filho!"

Botei fé. Quinta-feira realmente é o dia perfeito pra tudo se resolver. E deu certo. Acordei bem decidido na vida. Só uma coisinha ainda me incomodava:

Se o que a gente não conhece não existe, porque eu sou eu e não sou o outro, se eu nem me conheço direito.

Hoje por exemplo descobri que tenho a sobrancelha gordona.

[música / streaming] Homenagem ao falecido Pavaroti

Vai uma homenagem pra esse juventude de voz grossa. Mas dessa vez infelizmente não deu pra ele. Quem comanda mesmo nessa música é o fanho e o mudinho. Saca só!







O som é de Jack e Chocolate.

sábado, setembro 01, 2007

[Música, séries] Breve História do jazz (9) - A segunda corneta



Se Jelly Roll Morton foi o compositor mais profícuo do estilo Nova Orleans , King Oliver seguramente foi um dos músicos que mais registro nos deixou desse gênero. Com a sua insuperável Creole Jazz band, Oliver deixou um legado de gravações de extrema importância e encarnava como poucos o espírito coletivo das bandas dessa época. Era mais um cornetista negro que deixou o sul dos Estados Unidos para tentar a sorte em Chicago, em 1918; como todos de sua geração, cresceu justamente no período pós-guerra civil em que os desfiles das bandas de rua estava no auge. Aos 15 anos já tocava em várias delas e influenciado pela emigração de seus contemporâneos, toma rumo ao bairro negro de Chicago , onde jovens brancos de classe média de toda a América também emigraram atraídos pela cena musical local.
Os melhores críticos de jazz são unânimes em afirmar que King Oliver não era o melhor cornetista dos anos 20 ou o compositor mais criativo, porém tinha o feeling necessário para conduzir sua banda no melhor estilo Nova Orleans: cada instrumento desempenhava um papel específico, em prol de uma estética coletiva, com o trombone, clarinete e a corneta na linha de frente, fiel ao contraponto característico desse estilo.
King Oliver inovou a cena do jazz ao incluir em sua banda uma segunda corneta, algo até então inédito naquela época. O que queria com essa inclusão ainda é motivo de especulação; alguns afirmam que era para aumentar o nível musical da Creole Jazz Band, outros dizem que a principal motivação era o apreço que Oliver sentia por um jovem cornetista de Nova Orleans, chamado Louis Amostrong.
Com a chegada desse músico a banda de King Oliver, o jazz nunca mais foi o mesmo.
No próximo capítulo, tentarei explicar o fenônemo de que como um pobre menino criado no bairro da luz vermelha de Nova Orleans se converteu no mais influente músico de jazz de todos os tempos.

quinta-feira, agosto 30, 2007

[Cine] Série Paul Morrissey, parte V - Flesh




Por um problema de logística – esse era o único filme que não estava a venda na FNAC Barcelona – escrevo agora o último comentário das cinco películas analisadas pela dobradinha Paul Morrisey-Andy Warhol. “Flesh” deveria ser a primeira porque de fato foi a estréia do diretor como responsável geral por tudo o que a Factory produziria no âmbito cinematográfico, mas o filme estava esgotado e agora já sei o motivo.
“Flesh” é um prato cheio para o público gay. Relutei em usar esse epíteto mas depois de 90 minutos de película é incorruptível essa sensação. O nu masculino é prioritário, as atrizes não tiram a calcinha mas é interessante constatá-lo porque no final dos anos 60, a nudez feminina era a nudez estilizada. Filmado em 1967, o filme contém os mesmos elementos e personagens que seguiriam em “Trash” e em “Heat”. Vagabundos viciados pelas ruas de Nova Iorque em busca de sexo e heroína; travestis e anônimos em busca da fugaz felicidade que o universo mediático pode oferecer. Já estamos falando de mulheres que aderem ao uso do silicone , do culto ao corpo, da idealização da beleza masculina e da “imprensa rosa” que invade os meios de comunicação de massa; tudo é superficial, frívolo, de plástico. Feito há 40 anos atrás, “Flesh” parece que foi lançado ontem. Morrisey segue com um estilo quase documental, ultra-realista e com diálogos semi improvisados. Destaque para cena em que John Dallesandro recebe sexo oral de uma stripper em uma sala com duas travestis sentadas lendo revistas; elas se incomodam e perguntam se não sentem vergonha em fazê-lo na frente deles; ele respode: “Não. Porque os anjos também fazem”. A stripper quer botar silicone “porque todo mundo bota” e a dupla travestida replica: “Olhe para as estátuas gregas. Nenhuma delas tinha o peito de vaca e eram exuberantes.” “Se uma tivesse colocado,se destacaria”, resume a go-go girl. E para terminar, afirma que prefere trabalhar o corpo do que o cérebro, porque quanto mais se aprende, mais se deprime.
Com “Flesh” encerro o ciclo sobre Paul Morrissey /Andy Warhol.
Hasta la vista.

domingo, agosto 26, 2007

quinta-feira, agosto 23, 2007

[música /download] A Twist of Jobim - Vários doido



E pra ninguém falar que eu sou preconceituoso, mando um disco mais prayboy: música brasileira fazendo sucesso na gringa. Mando principalmente pela magistral versão de Stone Flower, mas também por Children´s Games (Chovendo na Roseira), Capitain Bacardi e Lamento. Apesar dele estar longe de ser bico fino, esse disco eu gravei do meu querido tio Luisinho.


A Twist of Jobim - Vários doido
1. Water To Drink (Agua De Beber) - Lee Ritenour, Dave Grusin
2. Captain Bacardi - Eric Marienthal, Dave Grusin, Lee Ritenour
3. Dindi - El DeBarge, Art Porter
4. Waters Of March - Al Jarreau, Oleta Adams
5. Bonita - Dave Grusin
6. Stone Flower - Herbie Hancock, Paulinho Da Costa, Steve Tavaglione
7. Favela - Lee Ritenour, Eric Marienthal
8. Children's Games - Alan Pasqua, Ernie Watts
9. Lamento - Ernie Watts, Christian McBride
10. Mojave - Yellowjackets, Lee Ritenour
11. Girl From Ipanema - Al Jarreau, Oleta Adams


Baixe A Twist of Jobim AQUI

[música /download] Acústico MTV - Zeca Pagodinho

Depois de tanto ficar punhetanto sobre isso ou aquilo do brasileiro. Lanço a cassete do maluco que possivelmente melhor represente tudo isso! Pacotinho e Whyskizinho (caralho, mandei o nome de um dupla sertaneja), em maneira de ser, letra e música.

Tá certo que não é o post mais original. Com certeza, a maioria de vocês já tão até de saco cheio de ouvir falar em Zeca Pagodinho porque o maluco virou dos maiores vendedores de disco do país ou porque ele é pagodeiro.

Mas eu, que sempre fui um ranzinza (amigo de Esteban, Hadichi, Skopein e cia) no momento de aderir a movimentos de massa, fico feliz de postar um campeão de audiência.

Pois esse a galera compra porque se identifica e se diverte com o doido. O sucesso não veio porque uma campanha de propaganda bombou na cabeça de neguím-braquím-indím (tudo misturado). Isso vem no pacote como um anexo extra.

Pelo menos eu sinto isso! (E como não sentir num refrão como de "Coração em Desalinho"?!) Uma sincera emoção e alegria ao entrar no mundo da musica do Numa conversa bastante íntima com minha própria cultura.

Coberto de arranjos finos, com sua característica MANDINGA e grande QUALIDADE, interpreta, com excelentes arranjos musicais, a vida e os pensamentos de gente comum, do bairro. Das antigas ou das rodas de agora.

Muito provavelmente você já ouviu várias vezes as musicas, mesmo que tenha sido uma rebarba do som do churrasco do vizinho. Mas como curto muito e tem a ver com o que estava escrevendo antes mando. Senão fica mais uma chance pra quem não ouviu com a atenção merecida.

O disco inteiro é foda. Mas as mais fodas das fodas na minha humilde são as faixas: “Lamas nas Ruas”, “Pago Pra Ver”, “O Penetra”, “Maneiras”, “Lá Vai Marola”, “Não Sou Mais Disso”, “Patota de Cosme” e deixo também mais abaixo as letras de “Comunidade Carente” e "Caviar".


Acústico MTV - Zeca Pagodinho
1. Quando Eu Contar (Iaiá)/Brincadeira Tem Hora
2. Patota De Cosme
3. Lama Nas Ruas
4. Maneiras
5. O Penetra
6. Lá Vai Marola
7. Comunidade CArente
8. Maneco Telecoteco
9. Vacilão (cifrada)
10. Não Sou Mais Disso
11. Vai Vadiar/Coração Em Desalinho
12. Alto Lá
13. Pago Pra Ver
14. Jura
15. Seu Balancê
16. Posso Até Me Apaixonar
17. Caviar
18. Samba Pras Moças
19. Verdade
20. Deixa A Vida Me Levar


Comunidade Carente
(Zeca Pagodinho)

Eu moro numa comunidade carente
Lá ninguem liga prá gente
Nós vivemos muito mal
Mas esse ano nós estamos reunidos
Se algum candidato atrevido
For fazer promesas vai levar um pau

Vai levar um pau prá deixar de caô
E ser mais solidário
Nós somos carentes, não somos otários
Prá ouvir blá, blá, blá em cada eleição

Nós já preparamos vara de marmelo e arame farpado
cipó-camarão para dar no safado que for pedir voto na
jurisdição
É que a galera já não tem mais saco prá aturar
pilantra
Estamos com eles até a garganta
aguarde prá ver a nossa reação



Caviar
(não achei)

Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

Caviar é comida de rico curioso fico, só sei que se come
Na mesa de poucos fartura adoidado
Mas se olha pro lado depara com a fome
Sou mais ovo frito, farofa e torresmo
Pois na minha casa é o que mais se consome
Por isso, se alguém vier me perguntar
...O que é caviar, só conheço de nome
E dessa iguaria até posso provar

(REFRÃO)

Geralmente quem come esse prato tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu pra tirar essa chinfra
Se vivo na vala pescando muçum
Mesmo assim não reclamo da vida
Apesar de sofrida, consigo levar
Um dia eu acerto numa loteria



Baixe Acústico MTV - Zeca Pagodinho AQUI ou ALÍ

[música] Dinossauros em Estinção?

Da Folha Online

Formada em 1962 e com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo, a banda inglesa Rolling Stones virou alvo de boatos em sites internacionais de música de que poderá anunciar seu fim neste domingo (26). O anúncio seria feito após a última das três apresentações no estádio 02 Arena (ex-Millenium Dome), em Londres. O grupo tem 45 anos de estrada.

A turnê A Bigger Bang seria a última da carreira de Mick Jagger, 64, Keith Richards, 63, Charlie Watts, 66, e Ronnie Wood, 60. Os boatos são atribuídos a fontes próximas da da banda.

Entre os veículos que publicaram a notícia, estão ContactMusic, Digital Spy e "Daily Telegraph". A banda não se manifestou ainda oficialmente sobre os boatos.

sábado, agosto 18, 2007

[mundo / brasil] DEUS segundo Religion Off

Rapeize,

Pelos comentários no post anterior, acho que a maioria acredita na diferença entre o tempero da nossa arte/comportamento e o da nossa desonestidade.

Também acredito, mas não é a realidade histórica do pensamento coletivo e da cultura do brasileiro. Como SOCIEDADE (individualmente a coisa muda, abaixo explico) ainda não diferenciamos.

Precisamos trabalhar para que no futuro essa distancia seja parte do dia-a-dia. Nossas vivências pessoais, agora que devido à idade circulamos pelas entranhas, e de pessoas próximas acho que comprovam minha teoria.

Essa semana ouvi uma cineasta espanhola (cujo nome não encontrei) dizer no radio uma frase, que pode parecer um pouco hippie, mas pode também acrescentar alguma coisa:

“Liberdade é recusar um cheque muito alto.”

E quando tocamos neste assunto, o cheque nem precisa ser tão alto assim pra fazer a gente tremer. (Tá certo que tem muita gente precisada, eu sei… e já falei disso.)

Acredito que temos uma missão dura, duríssima, que só nossos netos podem começar a ver resultados. Mas que sim é possível. Depende de cada brasileiro.

E acredito que é possível por um simples motivo: Conhecer de perto corações bons. Muitos brasileiros. Principalmente os mais humildes. Gente que divide na alta o pouco que tem. (Me parece utópico demais dar o seu ao próximo e ficar sem. Acredito em Lei da Sobrevivência).

Me lembro muito de quando o skater David me levou pra SP em 1994 +-, e um brother dele do bairro da liberdade (que eu infelizmente nunca mais tive contato) me levou pra sua casa. Era muito pobre. E, confesso, talvez pela minha idade e bagagem, fiquei um pouco assustado.

Pelo seu lado, o brother (que vacilo hein, não lembrar o nome do camarada) sua mãe e família me davam tudo. Do mais baratinho e recicladinho com certeza, mas não faltava um cafézinho, um almoço, um banho, uma cama dentro da condições que estavam ao seu alcance.

Por esses toques de sensibilidade que a vida te dá é que tento cultivar em mim e com os seres com quem me relaciono o Valor Maior. O do BEM ABSOLUTO! Aquele que nunca vamos alcançar mais sempre devemos buscar.

Bom, já que estamos nesse nível de sensibilidade e sem querer ser piegas, comento aos que não sabem, que esse é o meu conceito de Deus. RELIGION OFF!

Valeu Nininha,
Valeu Tonico,
Valeu Pinduca e
Valeu Alê,

Muita Saudade!

quinta-feira, agosto 16, 2007

[mundo / brasil] Mais sobre o brasileiro

Agora eu queria dar um nó nas idéias da turma. Se não nas idéias, pelo menos no orgulho nacional.

Tudo isso que pregamos (no post abaixo) como câncer da nossa sociedade infelizmente(?) é também a causa de tudo o que mais nos orgulha da nossa cultura.

Em conversas com meu brother, músico, jornalista e nômade, Arapuca, acabávamos concluindo sempre que o que de mais bonito temos na nossa música, futebol ou alegria de viver está de alguma forma relacionado à “Lei de Gerson”.

O objetivo é análogo: driblar. Passar o outro para traz, com estilo e malemolência e, se possível, dar uma zoadinha depois. É a sensação de ser o esperto, o bom.

Para mim, isso é um exemplo de que no mundo as coisas não são independentes umas das outras. Tá tudo inter-relacionado! Uma cadeia de influências.

O mais curioso é o poder dessa cultura brasileira. Capaz de gerar coisas tão cruéis e egoístas. E por outro lado, tanta beleza, sensibilidade e diversão.

Que bacana seria poder associar "malandragem" somente a diversão.

E que venham as discórdias!!!

p.s.: prometo uma leitura de Casa Grande e Senzala e Raízes do Brasil pra breve. Pra ver se não fico só nessa superfície.

[mundo / brasil] 1 min. de silêncio pelo Brasil - Amanha, sexta 17/08, 13H




Considerações sobre a campanha em favor dos direitos dos brasileiros organizada pela OAB
por um mero brasileiro-terráqueo (não sou sociólogo, historiador, nem especialista de nada, ou seja, sou jornalista de formaç
ão)


1. EU TAMBÉM ESTOU CANSADO DE TODA ESSA MERDANÇA!!

2. Não conheço a entidade OAB-SP para colocar minha mão no fogo por eles.

3. Um minuto de silencio não vai mudar uma realidade.

4. Toda ação que pelo menos nos faça repensar uma situação é valida pelo que isso simboliza.

5. A mudança de fato parte de dentro de cada individuo. OLHA O NOSSO PAPEL AÊ!

6. A mudança de uma mentalidade coletiva só acontece quando uma parcela com influencia no todo se une em volta de um objetivo ou ideal.

7. A união ao redor dessa mudança pode ser estimulada por agentes externos. É preciso no entanto ter cuidado. Andar com os filtros SEMPRE ligados, pois não poucas vezes os agentes externos tem seus interesses externos. Isso também não pode ser nenhuma paranóia exagerada, porque senão não nos unimos nunca em volta de nada.

8. A MENTALIDADE DE QUERER “ADIANTAR-SE” INGNORANDO OS DIREITOS DO COLETIVO NÃO ESTA PRESENTE SÓ NA CLASSE POLÍTICA DO PAÍS.

Em variadas situações do dia-a-dia nos deparamos com gente que age nesse sentido, independente de posição social. Se você é auto-crítico pode até ter se surpreendido consigo mesmo ao soltar uma piadinha.

Talvez por sermos abandonados pelo nosso estado, esse comportamento seja como uma “lei de sobrevivência”. Não justifica! Temos que fugir de semelhante ciclo.

9. Vale a pena colocar o celular para despertar para recordar: VAMOS NOS CALAR UM MINUTO PELA NOSSA GENTE E A NOSSA NATUREZA!

...10. E que essa união positiva se expanda para todos os níveis de relações sociais possíveis, de dentro do teu bairro a outras galáxias (sei lá até onde chega a vida malandro!)

Obrigado ao meu irmão Ivanzinho por ter me enviado o vídeo.

segunda-feira, agosto 13, 2007

[Cine] Série Paul Morrisey, Parte IV - Blood for Dracula






“Blood for Dracula” encerra a série das duas releituras cinematográficas que Paul Morrissey fez desses dois mitos da literatura mundial ; Frankestein e Drácula. Lançado em 1974, o filme também tem uma produção bem cuidada, com uma narrativa linear e filmado nos Estúdios da Cinecittá em Roma. Com uma bela direção de fotografia de Luigi Kuveiller, a película se distancia por completo do estilo Morrissey dos primeiros anos da Factory. A idiossincrasia do diretor surge no argumento ; nessa versão mais do que inusitada , Udo Kier encarna um Conde Drácula que só se alimenta de sangue de virgens ; sem ele, o vampiro estará condenado a passar toda a eternidade isolado na sua tumba, sem forças para sair. Seu jovem assistente lhe convence a abandonar a velha Rumânia e empreender uma viagem a Itália, um país de avassaladora moral católica onde proliferam as jovens donzelas. E claro, onde seu nobre título impressionará as famílias italianas. Durante uma estância em uma taberna local o vampiro se entera de que pelos arredores há uma decadente e nobre família com quatro filhas prontas para o Matrimônio; o pai das moças- interpretado pelo mestre Vittorio de Sica- vê com bons olhos a aproximação do Conde e o convida para uma breve temporada en sua residência. O que o secular vampiro não sabe é que as “donzelas” não são tão imaculadas como se imagina já que John Dalllesandro interpreta um camponês comunista que trabalha na casa da família. Com uma surreal participação de Roman Polanski, “Blood for Dracula” consolida a maturidade estética de Paul Morrissey. No próximo capítulo, “Flesh”.