domingo, fevereiro 04, 2007

[arte / moda / tecnologia / design / uff... ] Philip Worthington



De Eisntein (com “Brincar é a mais elevada forma de pesquisar”) a Molejão (com aquele grande sucesso “Brincadeira de criança/ Como é bom/ Como é bom/ Traz amor e experança/ Como é bom/ ...”), a humanidade sempre foi nostálgica com a fase da infância. A melhor de nossas vidas, para muitos, é quando de maneira totalmente intuitiva, a diversão toca nossos puros, sinceros e básicos sentimentos.

Philip Worthington, um designer de Londres que viaja nas possibilidades da tecnologia, também simpatiza bastante com a molecada. Seja com trabalhos que geralmente se inspiram com atividades infantis ou mesmo com seu próprio discurso, no qual manifesta seu interesse pelos pequenos.

Em um de seus trampos, “Shadow Monsters”, ele desenvolveu a fantasia para a brincadeira de fazer sombras de bichos com as mãos na parede com computação gráfica e programação fotográfica.

Basta um movimento de ataque. Dentes afiados surgem da lateral de nossos dedos mindinhos ao mesmo tempo que um rugido aterrorizante pretende amedrontar o dinossauro inimigo. A ameaça vem de quem menos se espera, com uma crista nunca antes vista, o teu camaradinha de longa data quer roer teus ossinhos.



Segundo o cabra, essa tecnologia, a dos softwares de reconhecimento visão também pode ser uma forma de ajudar na comunicação de pessoas com deficiência física. Tomara que tenha nego mandando ficha.

Philip também tem outros trabalhos interessantes relacionados com tecnologia. Em outubro do ano passado, num evento chamado ArtFutura (da mesma galera que traz o Resfest à Espanha) assisti uma palestra dum cabra chamado Andrew Vande Moere, dono de um site meio xarope chamado www.infosthetics.com e professor da Universidade de Sidney, Austrália.

Nessa palestra, entre outras punhetagens tecnológicas (como uma torradeira que marcava as torradas com um símbolo da previsão do tempo para este dia), ele apresentou uma viagem de Philip. Um casaco com um moicano no capuz e nas costas. Que fica ouriçado quando nego vem encher o saco, solta uns barulhos “quebrados” e até da um choque de 100.000 volts quando tocado. Segundo ele, a peça foi inspirado no comportamento dos animais ameaçados. Pesquisando, descobri que algumas marcas já haviam desenvolvido peças de roupa feminina com semelhantes mecanismos de defesa. Sem os moicanos, no entanto.



Outra doidera do doido, são umas formigas virtuais que fazem uns caminhos luminosos numa mesa com a cor do objeto que acabaram de encostar.



Tudo isso e algo mais está no site do caboclo:

www.worthersoriginal.com

Um comentário:

ana rita disse...

queria esse casaco moicano para usarmos no filme "nada consta2"...ia ser tudo! em falar nisso, vcs viram a nova coleção da SOMMER apresentada no Fashion Rio...é tipo isso!! futuro,minha gente...é o futuro!!