sábado, julho 19, 2008

[Literatura, séries] - "Noir"- Raymond Chandler - "Amor e morte em Poodle Springs"



Raymond Chandler não viveu para terminar sua ultima novela ; “Amor e morte em Poodle Springs” permaneceu na gaveta de seus herdeiros por 30 anos, até ser lançada em 1989. A obra foi acabada pelo celebrado autor Robert Parker, um dos grandes estudiosos, admiradores e discípulos de Chandler. Escrita em 1959, o livro não possui a mesma grandiosidade de “O sono eterno” e “O longo adeus” – esse, considerado um dos maiores romances da literatura americana do século XX.
É a última aparição do mítico detetive Philip Marlowe, agora devidamente casado com uma milionária californiana e instalado em uma cinematográfica mansão nos arredores de Hollywood. O conflito interno de Marlowe por ter como esposa uma mulher mergulhada em dinheiro acompanha toda a narrativa. Entre diálogos simples e diretos, ela insiste em convencê-lo a deixar seu escritório e o detetive – cínico como de costume – rejeita a idéia em nome do orgulho e da opção profissional que fez. Em uma tarde, Marlowe recebe a visita de Lipshultz - um proprietário de casas noturnas metido em jogo e outras ações delitivas; alguém lhe deve 100 mil dólares e Marlowe é encarregado de saber o paradeiro do indivíduo. Ao longo da procura, o detetive se depara com dois cadáveres, mulheres semi-desnudas à beira de ataques de nervos e seguranças fiéis ao passado de ex-boxeadores. Ao melhor estilo Chandler.

Trecho escolhido: “Os bêbados são criaturas frágeis. Precisam ser levados como um copo muito cheio; é só entornar para qualquer lado, e eles derramam tudo. Eu os conhecia. Passara a metade da vida conversando com bêbados em bares como aquele.”

2 comentários:

Nina disse...

Márcio, eu, que nunca fui muito de literatura noir, estou ficando com uma vontade enorme de ler Raymond Chandler!

Marcio Menezes disse...

Nina, eu sempre tive preconceito com literatura policial, mas depois que eu descobri Chandler e Hammett...é um vicio!! e muito dos elementos cinematográficos que vemos nos filmes, vem da literatura!beeijo!